Palavras soltas


Tu. Tão teu. Tão meu. Nada meu. Não sei. Um vazio. Tanta vontade. Tanto medo. Palavras soltas, suspiros vagos, murmúrios constantes. Era para ser. Mas nunca foi. Será? Aconteceu. Foi tudo. Foste tu. Fui eu. Um sonho? Poucas respostas. Talvez nenhuma. Mas tantas perguntas. Talvez só algumas. Eu sei. Tu sabes. Só. Sinto-me só. Perdida. Sem ti. Angustiante. É tanto sem ser nada. É tanto sem ter nada. Mas tem tanto sem nada ser.

Faltam as palavras, sobram as saudades. Que malditas. Não me deixam sossegada. Apertam o coração. Embaciam os olhos. E mais uma vez faltas tu. Ficaste. Ficámos. Vivemos. Sonhámos. Juntos. Os dois. Tão simples. Tão nosso. Mas depois. Depois voltámos ao mesmo. Tu. Eu. Com virgulas no meio. Um ponto final difícil de gostar. Aceitar? Não consigo. Tu?

Volta. Que vontade. Um pedido. Tão injusto. Não posso. Quero tanto. Mas não posso. Restam-nos a saudade. As memórias. As palavras que ficaram. As mensagens perdidas. E a maldita. A maldita da saudade. Volta. Não posso. Eu sei.

Sempre.


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