Será sempre o teu dia. Parabéns estrelinha.




o meu tio André, eu e a minha Avó Fina. O meu avô Hélder está a tirar a fotografia.
Esta fotografia tem uma história de encantar. Não me lembro dela, nem deste momento, mas o meu tio André contou-me há uns anos. Eu na minha inocência clara de criança virei-me para a minha avó e disse-lhe: "Avó, o que é que os senhores ali estão a fazer?" A minha querida avó explicou-me: "Estão à pesca." E eu na maior das descontracções: "Então porque é que não vão à praça.". Aqueles pequenos tesouros. 

o tempo cura tudo mas não consegue colar um pedaço de coração partido. a vida passa, as memórias voam, algumas lembranças ficam. a lagarta fechada no seu casulo transforma-se em borboleta. e existe todo um horizonte por descobrir. tanta flor para cheirar. tanto pólen para provar. tantos ventos que enfrenta, esta borboleta. uns mais fortes que outros. em dias de sol uma viagem por descobrir, em dias de chuva uma viagem por marés. mesmo voando volta sempre ao casulo, esta borboleta livre. sempre à procura de memórias. sempre na esperança de encontrar lembranças na árvore mais bela da floresta da sua vida. só que cada outono existem folhas que caiem. cada primavera há novas folhas que nascem. chama-se o ciclo da vida, dizem... perdem-se umas folhas, ganham-se outras. mas no fim, interessa o amor, aquele que vence tudo. O amor que a borboleta trás dentro dela, ainda ela era uma simples pequena lagarta. um amor acompanhado de alegria e tanta cor. que mesmo em dias de tristeza é o arco-íris que é o pano de fundo. basta um olhar para perceber que ela ama, ama de verdade desde o primeiro dia até aquele em que deixará de voar. e por isso é que todas as noites procura a estrela mais brilhante, abre asas e pelo ar desenha todas as suas conquistas e todos os seus fracassos. não vale a pena ser borboleta livre se não acreditar que há uma estrela lá em cima a soprar ventos a seu favor. resta-lhe um horizonte de saudade para ser enfrentado. existem dias de grande turbulência, cada vez menos, mas existem. e hoje é um desses dias. em que de borboleta volto a ser lagarta, presa no meu casulo, com a única vontade de me deitar no teu colo. porque passem os anos que passarem, és um amor para a vida toda ❤️ ... e sabes porque te escrevo esta história da borboleta? porque sempre que vejo uma, me lembro de ti. de ti e mim. de mim pequenina a levar para casa tudo o que eram bicharocos, e a querer ter uma família de borboletas em casa, e de ti a dizeres me que não podia ficar com as borboletas presas numa caixa, pois elas precisavam de voar porque já eram crescidas. hoje, eu sou essa borboleta 🦋 e custa tanto que não me vejas voar  PARABÉNS Avó , estejas onde estiveres ❤️

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